PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 17 (AE) - O relator da proposta da reforma tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI), disse há pouco que "não há força humana" que o faça incluir, no substitutivo, a proposta de cobrança permanente da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) por meio da criação do Imposto de Movimentação Financeira (IMF), conforme proposta apresentada ao Congresso pelo governo. Segundo ele, o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, não conseguiu explicar bem o que deseja com a criação desse novo imposto. "É muito nebuloso; então, para que vai servir?", indagou o relator, ponderando que
talvez, esse tributo sirva para a coleta de informações sobre os contribuintes junto aos bancos com o objetivo de se criar um banco de dados. Demes acredita que o substitutivo seja votado na Câmara dos Deputados até o fim deste ano e seja aprovado pelo Senado até o fim do primeiro trimestre de 2000. O relator participa de um debate sobre reformas constitucionais promovido pela Academia Brasileira de Direito e Economia.


