São Paulo, 17 (AE) - A relatora da Reforma do Judiciário, deputada Zulaiê Cobra Ribeiro (PSDB-SP), disse agora há pouco que o assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral, de Mato Grosso, deu "o fôlego necessário" para que a tramitação da reforma avance no Congresso Nacional. "Nos deu combustão. Se quiser matar mais alguém, pode matar. Pode começar por mim, porque aí faremos a reforma. Me matando, é meio caminho andado"
afirmou a relatora. Segundo ela, é preciso aproveitar esse momento para levar adiante a reforma, que deve ser votada pela comissão até o próximo dia 10 de outubro.
A deputada afirmou que vem recebendo pressão de vários governadores contra a extinção de até oito dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho nos Estados. "É duro extinguir alguma coisa que já tem uma estrutura montada", disse, admitindo que pode recuar na proposta de extinção desses tribunais. "A luta é política. É complicado quando se quer enxugar o Poder Judiciário e fazê-lo funcionar, porque há uma questão política por trás. Quando se extingue um órgão, está se extinguindo uma posição política de deputados, governadores e prefeitos", ponderou a deputada, falando, nesta manhã, após participar de um seminário, promovido pela Academia Internacional de Direito e Economia, que discutiu as reformas constitucionais.





