Brasília, 11 (AE) - Os ministérios da Educação e da Fazenda contestaram hoje as informações sobre as dificuldades para a liberação de recursos destinados à construção de centros de ensino profissional. Em nota assinada pelos chefes das assessorias de Comunicação Social dos dois ministérios, o governo nega a existência de divergências e de qualquer tipo de mal-estar entre os ministros da Educação, Paulo Renato Souza, e o da Fazenda, Pedro Malan.
Segundo a nota, as conversas e reuniões mantidas entre os ministros e os técnicos dos dois ministérios "têm sido realizadas normalmente e em um clima de extrema cooperação" e as discussões dos últimos meses estão relacionadas com a "necessidade de compatibilizar o volume de ingresso de recursos externos para projetos específicos com os objetivos globais de expansão do gasto público, compatíveis com as metas do programa de estabilidade fiscal".
A nota afirma ainda que os ministérios da área econômica "vêm cumprindo integralmente" a determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso, de se preservar os recursos para a Educação, "apesar da necessidade de promover o ajuste fiscal necessário à estabilidade de nossa economia".
De acordo com informações obtidas pela AGÊNCIA ESTADO, o Ministério da Educação está pressionando a área econômica para a liberação das contrapartidas federais aos empréstimos contratados junto ao Banco Mundial (Bird) e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) destinados a programas educacionais. O Ministério da Fazenda estaria dificultando a liberação sob o argumento de que prejudicaria o ajuste fiscal.

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