Ituverava, SP, 11 (AE) - A Polícia Civil de Aramina (SP) ouviu na sexta feira os dois motoristas do ônibus que tombou na Via Anhanguera na quinta-feira, matando 13 pessoas e deixando 31 feridas. Nos depoimentos de Osvaldo Mendes Ferreira e Celso Aparecido Ferreira, eles alegaram a "fatalidade" para o acidente. Explicaram que chovia e ventava muito e que os ônibus de dois andares "são menos estáveis que os convencionais".
O delegado de Aramina, Wilson dos Santos Pio, contou que pelas declarações ficou descartada a hipótese de troca de motoristas com o veículo em movimento. Segundo ele, defeito mecânico também é pouco provável, já que o ônibus é novo, modelo 98, e com todos os equipamentos de segurança em ordem.
Dos 31 feridos, quatro continuam internados em estado de observação nos hospitais de Ituverava. Três deles devem ser liberados no final de semana, permanecendo apenas Maria Dentelho Grezino, de 67 anos, que teve várias costelas quebradas e perfuração do pulmão com derrame pleural. O sangramento continuava forte e ela foi submetida a uma drenagem na sexta-feira á noite. Devem receber alta médica Ernesto Gandara Barbosa e sua esposa Deolinda Teresa de Faria Barbosa, além de João G. Sapateiro. Apesar de liberados pela Santa Casa de Ituverava, eles deverão passar por um período de observação em São Paulo, já que tiveram multiplas fraturas e lesões na cabeça. Um deles teve um braço amputado, outros dois pacientes, que não tiveram os nomes revelados, estão internados nos hospitais de Ribeirão Preto, em estado grave.





