Itanhaém, SP, 11 (AE) - A delegada titular do 2º Distrito de Itanhaém, Márcia Regina Gonçalves de Oliveira, e três policiais de sua equipe, foram soltos na noite de sexta-feira por decisão do desembargador Djalma Loredano, do Tribunal de Justiça do Estado. Ele concedeu o habeas corpus impetrado pelo advogado Walter de Carvalho, que na segunda-feira irá pedir o adiamento do depoimento de seus clientes. Na quarta-feira, o juiz Enoque Cartaxo de Souza havia determinado a prisão preventiva dos quatro policiais acusados de exigir dinheiro de boates fequentadas por prostitutas para não fechá-las.
Walter de Carvalho deu entrada no Tribunal de Justiça com o pedido de habeas corpus para a delegada Márcia Regina Gonçalves de Oliveira, para o escrivão Ivo Vila Nova e para os investigadores Felício Diego Ragna Fernandes e Moisés SantAnna dos Santos, e requereu a nulidade do processo, considerando que os acusados, funcionários públicos na ativa, deveriam ter tido o prazo legal de 15 dias para apresentar a defesa. O habeas corpus foi concedido para a liberação dos policiais que estavam presos, mas o mérito ainda não foi julgado. Ao pedir o adiamento do depoimento dos acusados, o advogado informou que pretende evitar que haja conflitos de julgamento.

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