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quarta-feira, 08 de setembro de 1999
Por Clarissa Thomé 
Rio, 09 (AE) - A Secretaria Municipal de Turismo do Rio de Janeiro lançou hoje 14 folhetos explicativos para turistas. Os guias indicam passeios a bairros tradicionais, dão orientações sobre os esportes que podem ser praticados ao ar livre e sugestões de museus e centros culturais. Não fazem, entretanto, qualquer citação sobre a questão da violência na cidade. Os livretos são parte do Plano Maravilha, programa de turismo da prefeitura, criado em 1996, e foram lançados durante apresentação do relatório do plano, que já teve investimento de R$ 30 milhões.
Um dos folhetos, "Rio. E se chover?", oferece alternativas de programas em dias chuvosos, como passeios a museus, visita à centenária Confeitaria Colombo ou ao Planetário. Outro livreto destaca as áreas verdes da cidade e parques e reservas florestais. Os guias vão ser distribuídos em hotéis e postos da Riotur, empresa de turismo do município.
Dicas sobre como evitar a violência da cidade e passeios à zona norte do Rio ficaram de fora dos folhetos. Num vídeo institucional, que chega a aconselhar visitas a feiras-livres, a única alusão a essa região da cidade é uma imagem do Estádio do Maracanã. "Uma área de cada vez", afirmou o secretário Gérard Bourgeaiseau. "Um ano atrás não se falava em turismo no Recreio dos Bandeirantes".
Entre as metas do Plano Maravilha estava a de atrair 2 milhões de turistas estrangeiros no ano 2000. "Vamos alcançar essa meta um ano antes do previsto", garantiu Bourgeaiseau. Ele comemorou hoje o índice de aprovação do turista, que em 1997 era de 95% e este ano chegou a 99%, segundo dados do anuário estatístico da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur).
Bourgeaiseau anunciou também a inauguração de um ônibus turístico, em outubro. Com um passaporte válido de 24 horas a 72 horas, o turista poderá percorrer a orla ou o centro da cidade, partindo do Pão de Açúcar, ou visitar a Barra da Tijuca, na zona oeste. O ônibus vai ter adaptação para cadeiras de rodas e rebaixamento para facilitar o acesso a idosos.


