Pindamonhangaba, SP, 09 (AE) - A Polícia Civil de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba (SP), investiga a ação de bandidos que ameaçaram "explodir" o gerente do Bradesco da cidade com um cinto supostamente explosivo. O grupo, formado por três homens, invadiu na manhã de hoje a residência de Filogônio da Silva Araújo. Numa ação inusitada, os bandidos prenderam na cintura do bancário um cinturão de lona, com dois envólucros, conectados por fios elétricos e peças eletrônicas. Eles ameaçaram detonar os supostos explosivos, caso o dinheiro da agência não fosse levado até uma lixeira situada nas proximidades do posto bancário. "Tudo indica que se trata de uma ação de amadores", comentou o delegado Vicente Lourenço Lagioto Júnior.
Os bandidos entraram na casa de Araújo, que fica no centro da cidade, por volta das 7 horas. Armados de revólveres, colocaram o cinto na cintura dele e prenderam a fivela com um cadeado. Eles prometiam detonar o artefato, caso não fossem cumpridas as exigências. O gerente teria de seguir até o banco, pegar todo dinheiro e pôr numa lixeira. Os objetos atados à cinta poderiam ser explodidos a distância, por controle remoto. Mesmo preso às cargas explosivas, Araújo negou-se a atender aos bandidos.
Diante da negativa, os ladrões sequestraram o filho do gerente, Fernando Araújo, de 19 anos, e fugiram no carro da família. Minutos mais tarde, o rapaz foi solto pela quadrilha, sem qualquer ferimento. A Polícia Militar foi chamada para retirar o artefato do corpo de Araújo.
O material foi levado até o batalhão, onde foi submetido à apreciação de peritos. Porém, os policiais chegaram à conclusão que tratava-se apenas de baterias sem qualquer poder explosivo. "É uma ação incomum e queremos esclarecer logo o caso", observou o delegado.

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