Buenos Aires, 01 (AE)- Até às 8h30 (hora local) de hoje (01), as equipes de resgate ainda continuavam trabalhando nos restos do avião da Linhas Aéreas Privadas Argentinas (Lapa), que ontem (31) à noite protagonizou um grave acidente no aeroporto da cidade de Buenos Aires, com a certeza de que existem mais de 30 corpos para serem recuperados. O acidente ocorreu à noite, às 21h (hora local), e teme-se que tenha provocado mais de 100 vítimas entre passageiros do Boeing 737 e ocupantes dos automóveis que a aeronave arrastou ao invadir a Avenida Costanera. "Até este momento sabe-se que há pelo menos 32 corpos visíveis entre os restos do avião e foram recuperados os cadáveres de 58 vítimas. Porém, não sabemos o número de vítimas entre as pessoas que não estavam no avião. Foi possível identificar até agora os restos de dois automóveis debaixo da fuselagem da aeronave", disse Olga Riutort, secretária-geral do governo da província de Córdoba - local de origem da maioria das vítimas. Riutort está encarregada de reunir dados e informações para as famílias das vítimas já que a companhia Lapa mantém um inexplicável silêncio. Até o momento, sabe-se que há 25 sobreviventes entre os passageiros do Boeing 737, que conseguiram abandornar o avião antes que este explodisse em chamas. Um alto executivo de uma companhia de cigarros está entre os motoristas desaparecidos, pois a placa do automóvel Chrysler Neon branco, em que retornava para casa ontem (30) à noite, foi identificada entre os destroços. Este acidente é o mais sério da aviação comercial argentina. O apresentador de televisão, Juan Gujis, está entre os motoristas que saíram ilesos do acidente: "Parei o carro no semáforo, percebi que o barulho de um avião, olhei para cima, mas depois o vi na minha frente se incendiando", disse.

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