Buenos Aires, 01 (AE-ANSA) - As autoridades argentinas continuam trabalhando nesta manhã (01) para determinar o número de mortos do pior acidente aéreo de sua história. Ao menos 73 pessoas que estavam no Boeing 737 da empresa Linhas Aéreas Privadas Argentinas (Lapa), que transportava 98 passageiros e cinco tripulantes, morreram. O fato de muitos passageiros terem conseguido sair do avião sozinhos, serem socorridos pelas pessoas que passavam pelo local e a incerteza sobre o número de automóveis e pedestres que o Boeing arrastou ao cruzar a Avenida Costanera, impediam até a manhã de hoje (01), 12 horas depois do acidente, estabelecer com exatidão o total de vítimas. Várias pessoas estão percorrendo os hospitais públicos e privados em busca de familiares, tanto passageiros do avião como motoristas e pedestres. Testemunhas que estavam na área do aeroporto Jorge Newbery, localizado na região norte de Buenos Aires, relataram que viram passageiros pularem do avião envoltas em chamas e que apenas uma grande explosão reduziu o aparelho em escombros. Os sobreviventes do acidente e outros passageiros que tinham viajado no mesmo avião em dias anteriores disseram que uma turbina esquerda do Boeing tinha sido motivo de revisões técnicas e de atraso em outros vôos. As reconstruções iniciais do acidente indicaram que o Boeing chegou a atingir uma velocidade de 200 quilômetros por hora. O piloto fez duas tentativas fracassadas de decolagem e, ao chegar ao limite da pista, tentou frear desesperadamente. Resto da aeronave, de automóveis e de um ponto de ônibus ficaram espalhadas pelas imediações. Das 103 pessoas que estavam a bordo do avião da Lapa, 30 conseguiram sobreviver, de acordo com um número extra-oficial divulgado nesta madrugada (01) pelos serviços sanitários de emergência da capital. Portanto, teme-se que aos 73 mortos do avião somem-se outras vítimas, motoristas e passageiros dos veículos que passavam pela Avenida Costanera, uma movimentada via de acesso da cidade até os subúrbios ao norte da região metropolitana de Buenos Aires.





