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terça-feira, 31 de agosto de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 01 (AE) - A participação das marcas de carros que se instalaram recentemente no País ou que ainda estão construindo fábricas no mercado brasileiro aumentou mais de 50%. Os chamados "newcomers" têm hoje em torno de 8,5% das vendas de automóveis e comerciais leves no atacado. Há um ano, a fatia dessas marcas somava 5,6%. Hoje, newcomers e marcas importadas sem fábricas no Brasil têm 12% do mercado.
Há até pouco tempo, as quatro maiores montadoras - Volkswagen, Fiat, General Motors (GM) e Ford - detinham 90% do mercado brasileiro. No acumulado deste ano, as quatro veteranas somaram 88%. Entre os newcomers, a maior participação este ano ficou para a Mercedes-Benz, com 2,5% do mercado de automóveis e utilitários leves. A empresa alemã conseguiu aumentar a fatia graças ao início da produção do compacto de luxo brasileiro, o Classe A, em Minas Gerais.
O segundo lugar do ranking das novas marcas é da Renault (2,2%), que está produzindo no Paraná desde o fim de 1998. As japonesas Toyota e Honda - com fábricas no interior de São Paulo operando desde 1998 - têm 1,3% cada uma.
O vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen, Miguel Barone, estima que a participação dos newcomers chegará a 10,5% até o fim deste ano. Ele teme pela queda da demanda. "O problema é que, no período de euforia, foram feitos investimentos, mas o mercado não cresceu", destaca.
No varejo - venda do concessionário para o consumidor -, o crescimento dos newcomers sustenta-se principalmente na queda da Ford. A venda de carros de passeio e comerciais leves no varejo em julho colocou Volkswagen e Fiat muito próximas, com 28 2% e 27,5%, respectivamente. Os números de agosto ainda não foram divulgados. Em julho de 1998, a Volks tinha 28,9% e a Fiat
24,1%. A GM ampliou mercado, passando de 22,2% para 24,6%. Mas a Ford caiu de 14,2% para 8,8%.


