São Paulo, 01 (AE) - Os concessionários de São Paulo não repassaram ao consumidor ainda, na prática, a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), em vigor desde o dia 24. Há ainda muita expectativa na possibilidade de o governador Mário Covas (PSDB) fazer valer a redução da alíquota de 12% para 9%, que foi suspensa por força de ação interposta pelo governo do Rio Grande do Sul.
Segundo o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), Hugo Maia, se nada mudar, os revendedores terão de começar a repassar o aumento do tributo nos próximos dias porque os carros estarão sendo faturados com a nova carga tributária. As montadoras suspenderam o faturamento no fim da semana passada, enquanto aguardavam as negociações para a renovação do acordo. O impacto do ICMS maior no preço final é de 3,76%.
Segundo Maia, descontada a elevação do ICMS já, o aumento de preços dos carros previsto para vigorar a partir de 1º de outubro, no fim da nova etapa do acordo, será de 7% para carros populares e de 5% e 10% para os modelos médios. Este reajuste leva em conta apenas o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e fim do bônus de 375 reais que as montadoras concederam para baixar preços dos populares.

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