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terça-feira, 31 de agosto de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 01 (AE) - A renovação do acordo automotivo emergencial não aqueceu o mercado, segundo o presidente da Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave), Hugo Maia. Para o dirigente da entidade que representa os concessionários, teria sido melhor ter uma ligeira elevação de impostos para um acordo mais longo, com duração até 31 de dezembro.
Segundo Maia, o desempenho do varejo em setembro deverá ser semelhante ao de agosto, que está fechando em torno de 121 mil carros, cerca de 7% mais do que em julho. Mas a compra deverá se concentrar no fim do mês. "O consumidor relaxou ao saber que os preços não vão aumentar nos próximos 30 dias", disse Maia.
Segundo o presidente da Fenabrave, a repetição em setembro do desempenho de agosto não anima os concessionários porque o nível de vendas "não chegou sequer aos volumes de março e abril".
Para Maia, mesmo que haja tempo este ano de criar o programa de renovação da frota, os resultados do pacote de incentivos voltado para a substituição dos carros velhos não vão ser sentidos. "Este é um programa de longa maturação, que deve ser desenvolvido aos poucos, até a regulamentação da inspeção veicular", destacou.
Renovado segunda-feira (30), o acordo emergencial prevê preços congelados por 30 dias e garantia de emprego aos trabalhores do setor automotivo por 90 dias. O governo manteve as alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 7% para carros populares e de 20% para os modelos médios.


