Rio, 31 (AE) - A reconstituição da face do crânio mais antigo já encontrado nas Américas, chamado de Luzia, poderá ser vista pelo público após quinta-feira (02) no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio. O trabalho, feito por especialistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, para um documentário da BBC, estava retido no aeroporto de Viracopos, em Campinas, SP, por causa de problemas burocráticos, mas já foi liberado. A reconstituição do rosto de Luzia comprova a tese de que os primeiros habitantes das Américas eram negros e não índios.
"Enviar o material para São Paulo é um procedimento de rotina da empresa que transportou os pacotes referentes a Luzia", explicou a diretora-adjunta de administração do museu, Regina Dantas. "E como foi expedida apenas uma nota para todos os pacotes, a alfândega do Rio decidiu esperar a reunião do conjunto para a liberação."
Outro problema enfrentado é que a reconstituição da face de Luzia não havia sido caracterizada pela alfândega como trabalho científico, mas sim como obra de arte, o que exigiria o pagamento de uma sobretaxa de R$ 2 mil. Segundo informou Regina, o problema também foi resolvido.

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