Rio Branco, 31 (AE) - O Ministério do Meio Ambiente (MMA), com recursos do programa Amazônia Solidária, vai investir R$ 1,3 milhão em um programa que visa buscar alternativas econômicas para as comunidades extrativistas do Acre. O programa será coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Estado. As pesquisas vão apontar saídas para a composição de sistemas produtivos modernos e compatíveis com as potencialidades da floresta amazônica.
A perspectiva é que a partir destes estudos seja possível elevar a renda das famílias que trabalham com o extrativismo através da diversificação de produtos da floresta e
ao mesmo tempo, viabilizar a manutenção das reservas. As pesquisas já começaram e o programa deve consumir mais três anos de trabalho, envolvendo 11 pesquisadores da Embrapa em parceria com técnicos da Secretaria Estadual de Produção, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos naturais Renováveis (Ibama), Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes de Brasiléia (Amoreb).
Os estudos pretendem dar ao extrativista condições de identificar em sua área quais os produtos em maior concentração (ervas medicinais, óleos, frutos, produtos alternativos para construção civil como a paxiúba, castanha ou borracha) e suas perspectivas no mercado regional, nacional e internacional. "Conhecendo quais são os recursos naturais de uma região é possível planejar a comercialização em escala, gerando riqueza para a comunidade e conservação do ecossistema", diz o pesquisador Evandro Orfanó, da Embrapa.

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