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sábado, 28 de agosto de 1999
Por Liege Albuquerque 
Brasília, 29 (AE) - A Comissão Parlamentar do Narcotráfico (CPI) transfere seus trabalhos para o Acre nesta semana. No anúncio da viagem dos integrantes da CPI ao Estado, há 15 dias, o relator deputado Moroni Torgan (PSDB-CE) disse que o objetivo da ida à capital acreana, Rio Branco, é a de ouvir várias testemunhas de crimes relacionados ao tráfico de drogas que se disseram impossibilitadas de viajar à Brasília.
Além de Torgan, irão ao Acre 11 deputados, como o presidente da CPI, deputado Magno Malta (PPB-ES), além de dois assessores da comissão. Todos os depoimentos serão gravados e as audiências devem ser públicas. Os membros da CPI estarão escoltados por 20 agentes especiais da Polícia Federal.
A CPI deverá pedir a quebra do sigilo bancário de 40 pessoas esta semana, inclusive do deputado Hildebrando Paschoal (sem partido-AC), que foi acusado em pelo menos quatro depoimentos de chefiar grupos de narcotraficantes no Acre.
Paschoal, que é alvo de um processo de cassação na Câmara, deverá trazer na terça-feira três testemunhas de defesa para deporem na Comissão Parlamentar de Inquérito (CCJ). Na quinta-feira está prevista a apresentação e votação do parecer do relator Inaldo Leitão (PMDB-PB), pedindo ou não a cassação do mandato do deputado, por quebra de decoro parlamentar, pelo envolvimento de Paschoal com traficantes, fornecendo-lhes salvo-conduto, documentos apresentados em depoimentos na CPI do Narcotráfico.


