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quarta-feira, 25 de agosto de 1999
Por Lige Albuquerque 
Brasília, 26 (AE) - A Executiva Nacional do PFL decidiu hoje, por unanimidade, expulsar do partido o deputado Hildebrando Paschoal (AC). O relatório do senador Romeu Tuma (PFL-SP) foi aprovado pelos membros da executiva, concordando com a avaliação do parlamentar de que há indícios graves de quebra de decoro parlamentar e falta de ética na conduta do deputado.
"É como um câncer: temos de extirpar a célula doente para não contaminar o corpo são", definiu Tuma. "Os filiados sentem-se atingidos em sua imagem pública pelos desatinos morais perpetrados pelo ex-filiado."
O deputado é alvo de um processo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ ) para cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar, pedido pela Mesa Diretora da Câmara. O corregedor-geral da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB-PE), fez o pedido de cassação do mandato por ter entendido que Pascoal teria quebrado o decoro ao ter fornecido salvo-conduto para traficantes de drogas no período em que era deputado estadual no Acre, até 1997.
Na terça-feira (31), de acordo com o presidente da CCJ, José Carlos Aleluia (PFL-BA), a comissão deverá ouvir três testemunhas de defesa do deputado. Segundo ele, logo depois da Semana da Pátria, o relatório do deputado Inaldo Leitão (PMDB-PB) deverá ser votado. "Em uma semana, o relatório deverá ir para o plenário da Câmara", disse.
Qualquer que seja o resultado da CCJ, o plenário é soberano para decidir, por 257 votos, pela cassação ou não do parlamentar.
Ontem (25), expirou o prazo de defesa de Pascoal e a última tentativa do deputado para tentar livrar-se da cassação será na terça. De acordo com a assessoria do deputado, serão trazidos dois ex-assessores do parlamentar e um jornalista que trabalhava num dos jornais locais no período em que Pascoal era deputado estadual.


