Brasília, 26 (AE) - O ministro-chefe da Casa Militar do Palácio do Planalto, general Alberto Cardoso, disse há pouco que
até o momento, a manifestação na Esplanada dos Ministérios está transcorrendo em clima de "absoluta normalidade" e que isso se deve à postura dos manifestantes e ao planejamento das autoridades policiais, que "foi muito bem feito". Cardoso disse que vem mantendo o presidente Fernando Henrique Cardoso informado a respeito da manifestação e que a Casa Militar está fazendo uma coordenação e controle de toda a movimentação.
Informou que está em contato também com o Ministério da Justiça, que montou um sistema de controle com participação de oficiais da Casa Militar do Planalto. Cardoso preferiu não avaliar o total de manifestantes, mas não concorda com a avaliação de que sejam 60 mil. Ele avaliou que o total é bem menor do que os 50 mil que ele próprio havia previsto ontem. Disse que uma grande parte - "de um terço à metade" dos manifestantes - são pessoas de Brasília. O temor que existe agora, segundo o general, é com o momento da dispersão, já que o que se viu é que a manifestação não atingiu as proporções inesperadas.
Disse que para ter o total de 100 mil previsto pelos organizadores seria necessário que pelo menos mil já tivesse chegado à Esplanada às 9 horas da manhã. Observou que essa afirmação foi feita pela Polícia Militar, mas que, às 9 horas só havia cerca de 400 ônibus na Esplanada. O general Cardoso disse que agora já está começando um movimento de dispersão. O presidente, segundo o ministro, está reagindo "com otimismo" e que já esperava que tudo transcorresse em calma. O general explicou que a via que dá acesso ao Palácio da Alvorada chegou a ser fechada, pela manhã, porque não se tinha certeza de que a manifestação seria pacífica. "Com segurança de presidente não se brinca", justificou Cardoso. (Tânia Monteiro)

mockup