Brasília, 26 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse há pouco, em entrevista à rádio CBN, que a manifestação hoje, em Brasília, da chamada "Marcha dos Cem Mil", não vai alterar a política econômica. "Essa marcha em primeiro lugar, não é nada demais", disse o ministro, para quem a manifestação é um ato normal, que faz parte da democracia. Malan, no entanto, disse que causou estranheza o fato de os coordenadores do movimento defenderem como tema da manifestação a renúncia ou o impeachment do presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele lembrou que o presidente foi eleito com mais de 15 milhões de votos em relação ao segundo colocado. Sem citar em nenhum momento os partidos políticos que patrocinam a manifestação, Malan disse que ao defender a saída do presidente, o movimento traduz certa dificuldade com a convivência da regra democrática.
"Não vamos alterar a condição geral da política econômica por conta da manifestação. Mesmo porque não está se levando em conta as mudanças que estamos anunciando", disse o ministro, ressaltando, a "clara recuperação do crescimento do e inflação sob controle". Para o ministro, os discursos contra a política econômica são vagos, genéricos e ineficazes. Ele destacou também o superávit nas contas do Tesouro no mês de julho, anunciado ontem, o encaminhamento ao Congresso Nacional do projeto de regulamentação da reforma da previdência para combater o déficit e ressaltou que o governo vai continuar insistindo na reforma tributária e na aprovação da Lei de responsabilidade Fiscal. Segundo ele, os presidentes da Câmara e do Senado têm dado todas as indicações de que o Congresso não faltará ao País.

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