Brasília, 25 (AE) - Líderes do PCdoB entregaram à comissão organizadora da Marcha dos Cem Mil 336 mil assinaturas colhidas pelo partido pedindo a abertura de um processo de investigação para apurar a responsabilidade do presidente Fernando Henrique Cardoso em supostas irregularidades cometidas no processo de privatização do Sistema Telebrás. O líder do bloco PCdoB/PSB na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que o ato foi para lembrar que, no início do processso de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor, em agosto de 1992, o partido também entregou uma lista de assinaturas no mesmo local, o Salão Verde da Câmara. Rebelo ainda lembrou que, naquela oportunidade, uma comisssão formada por dois senadores e dois deputados foi à Associação Brasileira de Imprensa (ABI) pedir o apoio do presidente da entidade, Barbosa Lima Sobrinho, ao movimento pelo impeachment. A comissão era integrada pelo então senador Fernando Henrique Cardoso, pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), pelo próprio Rebelo e pelo deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), estes dois últimos coordenadores da frente das oposições e da Marcha dos Cem Mil programada para amanhã. "Será que, naquela época, o presidente Fernando Henrique não era golpista? Ou o golpismo é só quando o movimento é contra o movimento dele?", questionou o deputado, afirmando que, depois da Marcha dos Cem Mil, a situação política do País vai mudar. "O governo vai sentir de perto a condenação do povo a sua política econômica e sua política social", previu. Há pouco, no Salão Verde, o líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM)
e o líder do PT na Câmara, deputado José Genoíno (SP), discutiram rispidamente sobre a Marcha dos Cem Mil.

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