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terça-feira, 24 de agosto de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 25 (AE) - O setor de papel e celulose brasileiro terá que investir US$ 5,5 bilhões até 2005 para evitar o déficit na balança comercial do setor. A afirmação consta de um estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, divulgado hoje durante o 24º Fórum de Análise do Mercado de Celulose, Papel e Industrial Gráfico. Durante a sua apresentação, o gerente do setor de papel e celulose do BNDES, Carlos Alberto Farinha, afirmou que o setor terá que promover uma reestruturação para capitalizar suas empresas. "O Brasil está muito atrasado nos processos de alianças, fusões e aquisições", disse.
Entre 1996 e 1998, segundo o BNDES, foram realizados US$ 3 bilhões em investimentos nesta indústria, mas os recursos foram aplicados na diminuição de custos e não no aumento da produção. Esses investimentos de US$ 5,5 bilhões teriam que ser realizados para sustentar a expansão da demanda doméstica, pois, segundo dados do banco, o consumo interno de papel irá crescer a uma taxa média de 3,2% ao ano. No ano passado, as exportações do setor atingiram US$ 2 bilhões, ante US$ 1 bilhão em importações.
O presidente da Associação Brasileira de Papel e Celulose, Bóris Tabacoff, disse, durante sua palestra, que os empresários do setor não vão admitir interferências do governo nos processos de fusões e aquisições. "O governo não vai decidir quem fica, quem ganha, quem sai. A questão é somente de interesse dos acionistas das empresas. O que o governo tem feito nesta área é desastroso", disse Tabacoff.


