Rio, 25 (AE) - O diretor-presidente da Embraer, Maurício Botelho, afirmou hoje que serão necessários mecanismos de compensação à decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) de equalizar os juros do Proex (Programa de Financiamento às Exportações) aos juros praticados no mercado internacional. "Não posso dizer quais são as compensações porque isto é o que os canadenses (a empresa Bombardier, concorrente internacional da Embraer) querem ouvir", disse Botelho. O Proex financia os clientes da Embraer.
Segundo o executivo, a Embraer encerrou o primeiro semestre deste ano com uma carteira de US$ 18 bilhões em exportações. A empresa tinha em dezembro do ano passado US$ 9,1 bilhões na carteira. A Embraer faz investimentos lastreados em seu próprio caixa, informou Botelho. Mas ele não descarta que a Embraer, uma empresa "moderna e global", recorra aos mecanismos de capitalização do mercado se houver necessidade. Um dos caminhos seria o lançamento de American Depositary Receipt (ADR) no mercado americano.
Botelho disse ainda que este ano a Embraer está investindo quase US$ 190 milhões, sendo que US$ 100 milhões em novos produtos. O executivo esteve no Rio para receber o prêmio concedido pela Fundação Getúlio Vargas à Embraer por ter sido a melhor empresa exportadora do ano passado. Mais 12 empresas receberam o Prêmio FGV de excelência empresarial, entre elas a Petroquímica Triunfo, o Laboratório Bristol-Myerf Squibb Brasil e a distribuidora de produtos de petróleo Ipiranga.

mockup