Brasília, 25 (AE) - Os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional atingiram, em julho, o prazo médio mais elevado desde a década de 60, informou hoje o secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa. Na média, os títulos federais estão vencendo a cada 13,15 meses, contra um prazo de 10,63 meses registrado em junho deste ano. "Rompemos a barreira de um ano", disse ele. "É resultado da nossa estratégia de alongamento gradativo do prazo da dívida." Nos últimos meses, o governo vem emitindo títulos pós-fixados, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) com vencimento em dois anos. Esse prazo, combinado com o dos demais papéis, resulta nesse prazo de 13,15 meses.
Embora o alongamento tenha sido obtido graças às LFT, o objetivo do governo é aumentar a participação dos papéis de remuneração prefixada na composição de sua dívida. As Letras do Tesouro Nacional (LTN), principal papel prefixado, representam apenas 6,3% do total da dívida, contra 72,2% dos papéis atrelados à variação da taxa Selic. Ainda assim, houve um ligeiro crescimento na participação das LTN no total da dívida. Em junho, elas representavam 6% do total.
A dívida líquida do Tesouro ficou em R$ 181,888 bilhões em julho, contra R$ 182,450 registrados em junho. Essa queda, segundo Fábio Barbosa, é explicada pelo aumento do volume de haveres do Tesouro Nacional. Em julho, foram incorporados a essa conta R$ 2,5 bilhões referentes ao refinanciamento da dívida do município do Rio de Janeiro, além de R$ 1,7 bilhão referente ao saldo das aplicações dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), entre outros. No total dos haveres do Tesouro Nacional registrou aumento de R$ 6,9 bilhões, o que compensou o aumento na dívida mobiliária: R$ 2,7 bilhões na dívida interna e R$ 3,6 bilhões na dívida externa.
O estoque da dívida mobiliária interna em poder do mercado ficou em R$ 286,734 bilhões em julho. Já o total registrado da dívida mobiliária externa do Tesouro Nacional foi de R$ 87,964 bilhões.

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