Curitiba, 25 (AE) - A Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc) vai lançar no início de outubro, em uma grande solenidade a ser realizada em São Paulo, um selo de qualidade empresarial, com o objetivo de aumentar a confiança nos serviços prestados. "Queremos motivar o setor a buscar um contínuo aprimoramento em termos de qualificação de mão-de-obra, procedimentos de produção e utilização de tecnologias e equipamentos de última geração", diz o presidente da Aberc, Rogério da Costa Vieira.
Para divulgar o novo selo, a entidade iniciou hoje, em Curitiba, uma série de encontros regionais. A Aberc possui 101 empresas associadas, que são responsáveis por 90% das 3,7 milhões de refeições oferecidas em empresas diariamente no País. Segundo projeções da entidade, o mercado de alimentação fora de casa tem potencial de 23 milhões de refeições por dia. Por isso, a preocupação em melhorar a qualidade empresarial do serviço.
"O projeto vai fundo na questão do consumidor", afirma Vieira. "O foco de visão tem que sair unicamente do cliente pessoa jurídica e dirigir-se principalmente para o consumidor, que é a quem servimos."
Essa mudança de foco pode exigir mais investimentos. "Temos de criar alternativas de novos produtos, mostrando que não somos limitados a oferecer o básico." Mas o projeto também fará repensar a própria empresa prestadora do serviço. "Tem que dizer primeiramente que tem postura ética diante da sociedade, cumprindo obrigações sociais e tributárias", diz o presidente.
Fruto de três anos de estudos, o selo será entregue a empresas que tiverem "excelência ímpar em sua gestão empresarial". A análise ficará a cargo do Conselho Executivo do Selo Aberc de Qualidade (Coexsaq), composto por quatro membros da associação e outros cinco externos, que atuam em órgãos certificadores. "A associação ficará isenta de qualquer manipulação para a concessão do selo", afirma Vieira.
A previsão da Aberc é que o setor fature este ano aproximadamente R$ 3,2 bilhões, um acréscimo de cerca de 14% sobre os R$ 2,8 bilhões faturados em 1998.
Mas ainda está abaixo do potencial estimado em torno de R$ 20 bilhões. As empresas associadas à entidade oferecem 135 mil empregos diretos. De acordo com Vieira, essa atividade e o conceito de terceirização de serviços ainda são recentes no País.
Segundo ele, o crescimento deve se dar sobretudo com associações. "Há espaço para conhecedores do serviço, desde que associado a um capitalista", diz.

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