Brasília, 25 (AE) - O mecanismo de coordenação macroecônica entre os quatro parceiros do Mercado Comum do Sul (Mercosul) será tema de reunião na próxima semana entre o presidente Fernando Henrique Cardoso, o Itamaraty e a área econômica. O assunto, que vem sendo discutido no nível técnico desde que foi criado, em junho, na última cúpula do Mercosul, será levado agora à apreciação política.
O ministro das Relações Exteriores, embaixador Luiz Felipe Lampréia, defendeu hoje que a aceleração de mecanismos de coordenação macroecônica entre o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai é um dos aspectos mais importantes das alternativas futuras para o bloco regional. "Estamos fazendo uma reflexão profunda sobre essas alternativas", acrescentou o chanceler durante depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
Da reunião "fechada" com Fernando Henrique vão participar o ministro da Fazenda, Pedro Malan, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, além do chanceler Lampréia. O ministro não quis antecipar de que forma os quatro parceiros do bloco regional poderiam antecipar ações coordenadas de política macroeconômica - taxa de juros, câmbio, contas públicas, política de comércio exterior.
Hoje, em Montevidéu (Uruguai), se reuniu o grupo de trabalho com técnicos dos quatro países do Mercosul criado em junho para harmonizar as políticas macroeconômicas, com ênfase no ajuste fiscal e no equilíbrio do balanço de pagamentos - que inclui as contas externas.
O objetivo é buscar uma convergência entre as economias dos quatro países. O grupo foi criado em decorrência da pressão da Argentina e Paraguai, principalmente, que alegam terem sido prejudicadas com a desvalorização do real.

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