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terça-feira, 24 de agosto de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 25 (AE) - O vice-presidente de Recursos Humanos da Volkswagen, Fernando Tadeu Perez, disse hoje que equiparar os salários dos metalúrgicos de todo o Brasil com base no salário do Grande ABC (SP) seria o mesmo que "matar a indústria automobilística brasileira". Na avaliação dele, os custos de produção e mão de obra precisam ser revistos. "É muito cedo para manifestar qualquer opinião; nós ainda nem recebemos a proposta; mas igualar todos os salários é impossível", afirmou. Perez explicou que a questão tem de ser discutida com profundidade. Ele espera achar bom senso para se perceber que é necessário mais tempo para analisar as propostas e que, até o dia 14, data marcada para uma paralisação dos metalúrgicos, não será possível haver qualquer conclusão.
Com relação ao acordo emergencial da indústria automobilística, que pode ser fechado ainda hoje, Perez entende que a manutenção dos empregos só poderá ser garantida se houver aumento da produção e esteja garantida a margem mínima de lucro da empresa. Ele adverte, entretanto, que também é necessário analisar detalhadamente os eventuais resultados do acordo.
O gerente de RH da Volkswagen participou hoje do 25º Congresso Nacional de Administração de Recursos Humanos e do 11º Congresso Paulista de Administração de Recursos Humanos, que se realiza até sexta-feira (27), no Palácio das Convenções do Anhembi. Em sua palestra, Perez detalhou o acordo fechado no fim de 1998 entre os funcionários da Volkswagen e a direção da empresa, o qual reduziu as jornadas e os salários em 15%.


