São Paulo, 25 (AE) - A Globalstar do Brasil, que lançará em outubro um serviço de telefonia celular via satélite, estará fechando hoje e amanhã (26), os primeiros acordos com operadoras de telecomunicações para prestação de serviços: o primeiro acordo será com a Ceterp Celular, concessionária de serviços da região de Ribeirão Preto e amanhã, com a Sercomtel, da região de Londrina, anunciou o presidente da Globalstar, Pedro Maisonnave.
Ele salientou que os acordos com as operadoras têm como objetivo estabelecer as condições básicas que possibilitem uma cooperação entre as partes para a comercialização dos aparelhos de telefonia via satélite e dos serviços Globalstar pela operadora em sua área de concessão.
Maisonnave afirmou ainda que "as operadoras serão os primeiros canais de distribuição da Globalstar, que buscou regiões estratégicas do País para dar início a essa parceria", ressaltando que as duas estão localizadas em importantes centros de agribusiness, um dos mercados em que a Globalstar está focada.
No acordo com as operadoras de telefonia para fornecimento de serviços em zonas remotas, para complementar o Programa de Recuperação e Ampliação do Sistema de Telecomunicações e o Sistema Postal - Paste - elaborado pelo Ministério das Comunicações em 1995, a Globalstar oferece todo o treinamento e suporte técnico necessário à interligação das plataformas. Até mesmo no que diz respeito ao billing a empresa de telefonia mundial dará suporte total ao operador e, caso fique acordado, será emitida também a fatura para o usuário a partir da Globalstar.
A Globalstar propõe às operadoras, com esse sistema de operação comercial conjunta, a possibilidade de ampliar as fronteiras do mercado com cobertura imediata, postergando investimentos e criando receitas adicionais através da participação da empresa parceira tanto no que se refere à habilitação, com a assinatura e o air time.
Os satélites da Globalstar são geoestacionários e estão a uma altitude de 1.370 quilômetros da Terra. Hoje a Globalstar tem 36 satélites no espaço e, neste ano, ainda serão lançados mais 16 satélites adicionais, quatro por mês, a fim de ampliar a capacidade de cobertura e formar a configuração final.
Ainda é difícil estimar o valor exato que será preciso investir para se tornar um usuário Globalstar, diz o presidente, fazendo uma estimativa de que os telefones custarão em torno de R$ 3 mil. Já o kit para carro deverá ter preço em torno de R$ 1 5 mil. No que se refere ao tempo, o valor de uso do sistema via satélite, a previsão é de que o minuto custe entre R$ 2,50 a R$ 3,50.

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