São Paulo, 25 (AE) - O crédito direto ao consumidor deve sofrer a médio prazo uma revolução substituindo o sistema de carnês por modernos cartões eletrônicos. A idéia teve a aprovação de 22 das 67 financeiras associadas à Associação das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
Walter Arantes de Moraes, membro da Acrefi, diz que parceria entre as 22 financeiras, a MasterCard e a CDC Card, deverá apresentar o novo cartão de débito em setembro. A bandeira Visa também implementa o CDC Eletrônico com a financeira Losango, controlada pelo Lloyds Bank. O carnê de prestação tende, portanto, a desaparecer, sendo substituído por cartões de débito eletrônico. O sistema consiste em dar ao cliente um cartão de débito automático que financia, até um limite previamente estabelecido, os gastos do cliente, sem nenhuma burocracia. Moraes afirma que o objetivo é atingir inicialmente 4 milhões de clientes das classes C e D, que financiam gastos entre 200 reais e R$ 1 mil e que nunca atrasaram os pagamentos.
O cartão de débito com limite de crédito reduz o custo operacional das financeiras. Moraes afirma que o custo de manutenção de um carnê varia entre 5 e 15 reais por mês para cada cliente. Segundo ele, esse custo pode cair para até 5 reais com o CDC eletrônico. Os juros no crediário estão variando entre 10% e 15% ao mês. Moraes acredita que o cartão de débito poderá ser lançado com juro médio de 9% ao mês, com a queda no custo operacional. Segundo ele, reduções mais significativas dependem da diminuição na carga tributária e na inadimplência. O superintendente da Centralização de Serviços dos Bancos (Serasa)
Ricardo Loureiro, informa que a empresa participa do projeto de informatização do crediário, disponibilizando o sistema de avaliação de riscos de pessoas físicas chamado Credit Bureau. Esse sistema traz informações positivas dos clientes e pode servir na hora que a financeira estabelece os limites de crédito no cartão eletrônico.

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