Campinas, SP, 29 (AE) - O Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap) informou hoje que o abastecimento nos postos de combustíveis da região pode entrar em colapso a partir de amanhã caso a greve dos caminhoneiros não chegue ao fim. Segundo o presidente da entidade, Emílio Roberto Martins, a maior parte dos 170 postos de Campinas já não dispunha hoje de gasolina e óleo diesel. "Os postos foram abastecidos pela última vez na segunda-feira e o estoque dura em média três dias", explicou. A expectativa de um provável colapso no abastecimento provocou uma corrida aos postos.
Hoje os motoristas já formavam filas nos estabelecimentos, mas a maior parte dispunha apenas de alcool. Segundo Martins, o desabastecimento deverá afetar, a partir de amanhã, 1,2 mil postos em 88 municípios da região. Os caminhoneiros bloquearam hoje o tráfego na altura do quilômetro 122 da rodovia Milton Tavares (SP-332), que liga Campinas a Paulínia. A estrada é considerada estratégica porque é o único acesso à Refinaria de Paulínia (Replan) e às seis distribuidoras de combustíveis abastecidas pela unidade da Petrobrás. A estimativa é de que, nos últimos três dias, deixaram de ser distribuídos cerca de 60 milhões de litros de diesel, 30 milhões de litros de gasolina e nove milhões de litros de gás de cozinha.
A assessoria de comunicação da Replan informou que a refinaria está bombeando normalmente os combustíveis para as distribuidoras. Em consequência do bloqueio, porém, até as 14 horas de hoje os caminhões-tanques não estavam conseguindo chegar ou sair das companhias. Os combustíveis produzidos pela refinaria abastecem todo o interior do Estado, sul de Minas Gerais, norte do Paraná e Mato Grosso do Sul.

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