São Paulo, 29 (AE) - A Perdigão paralisou hoje a produção na maioria das fábricas devido à falta de animais para abate e de matérias-primas, que não chegam às unidades industriais por causa da greve dos caminhoneiros. Ricardo Menezes, diretor de assuntos institucionais da empresa, diz que em dois ou três frigoríficos os abates funcionaram hoje pela manhã "em condições precárias". Pelos cálculos da Perdigão existem 250 caminhões da empresa paralisados em diversos pontos do País, a maioria vazios. Cerca de 40 estão entre Itajaí (SC) e Paranaguá (PR).
Menezes afirmou que na chamada "linha a", composta por salsicha, linguiças e outros produtos de maior consumo, os estoques estão diminuindo nos 19 centros de distribuição que a Perdigão possui no País. Segundo ele, quando a greve dos caminhoneiros começou os centros de distribuição estavam abastecidos, mas desde segunda-feira deixaram de receber novas lotes de mercadorias, que estão lotando as fábricas. Em relação à alimentação dos animais nas granjas, Menezes explicou que o problema é mais sério nos aviários, cujo acesso exige o trânsito por estradas. A Perdigão montou um esquema emergencial que inclui o transporte de ração nos veículos de passeio utilizados pelos técnicos da empresa, pois a preocupação principal é evitar o canibalismo nos aviários.

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