São Paulo, 29 (AE) - O Conselho de Importadores de Carne dos Estados Unidos quer colaborar na abertura do mercado de carne bovina "in natura" norte-americano, hoje totalmente fechado para os pecuaristas brasileiros.
A entidade, a maior representante do setor nos EUA, vai elaborar uma relação de todas as exigências legais, burocráticas e fitossanitárias e encaminhá-la à Embaixada do Brasil em Washington com as respectivas sugestões para que os produtores brasileiros possam adaptar-se e, depois, atendê-las.
Uma das razões pelas quais os EUA não importam carne "in natura" do Brasil é a febre aftosa, erradicada apenas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mas este ano, o circuito pecuário do Centro Oeste (São Paulo, Tocantins, Distrito federal
Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e parte de Minas Gerais) deve pedir o certificado de área livre de febre aftosa para o Escritório Internacional de Epizootias, com sede em Paris.
"Os importadores se mostraram muito receptivos com a possibilidade de poder colaborar com a abertura do mercado americano para a carne fresca brasileira", disse o embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, que se reuniu nesta quarta-feira com o diretor executivo da entidade, William Morrison.
A idéia, de acordo com o embaixador, é também ampliar o mercado de carne bovina industrializada, que vem crescendo nos últimos quatro anos. No ano passado, o Brasil exportou 31,2 mil toneladas de carne processada para os Estados Unidos, pouco mais de o dobro do volume exportado em 1995, que foi de 14,6 mil toneladas.
O embaixador informou ainda que o board do Conselho dos Importadores de Carne norte-americano vai reunir-se em setembro, quando as sugestões para os exportadores brasileiros de carne deverão ficar prontas.
Atualmente, os maiores compradores de carne bovina "in natura" brasileira são os Países Baixos, que absorvem cerca de 20 mil toneladas, entre carne resfriada e congelada. Até maio deste ano, o Brasil exportou ao todo 63,62 mil toneladas de carne "in natura"e 135,16 mil toneladas de carne processada.

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