Lisboa, 29 (AE) - A empresa portuguesa de cimentos Cimpor prevê que obterá nas três fábricas no Brasil um faturamento de R$ 160 milhões este ano. Esse resultado significa um aumento de 10% no volume de negócios em relação a 1998, o que se deve ao crescimento do volume de vendas, ao aumento dos preços praticados no mercado e à maior participação no mercado de concreto.
A empresa espera que o volume das vendas cresça este ano até 3% em relação a 1998. Outra previsão da Cimpor é que, nos mercados em que atua, os preços devam subir até 3%, comparados aos valores que hoje vigoram.
Atualmente, a Cimpor atua em quatro Estados e detém 4,2% do mercado nacional de cimento. No Rio Grande do Sul, chega a deter 31,5% da produção, enquanto em São Paulo atinge 5,6%. No Nordeste, a quota de mercado da empresa é de 3,7%.
Em Candiota, no Rio Grande do Sul, há uma unidade com capacidade de produção de 950 mil toneladas por ano. Em Nova Santa Rita (RS), a empresa tem um entreposto com capacidade de 300 mil toneladas. Em Cajati (SP), pode produzir 1,3 milhão de toneladas anuais. Em Campo Formoso (BA), a produção pode atingir 450 mil toneladas por ano.
A distribuição dos negócios da Cimpor Brasil é dividida em três áreas: 91% de cimento, 5% de argamassa e 4% de concreto. Um dos objet ivos da empresa é crescer na área de concreto, assim como ocorre na matriz. Em Portugal, 50% da distribuição de concreto são feitos por empresas de cimento, o que costuma ser associado a maior qualidade e segurança das obras.
Apenas no primeiro semestre de 1999, a Cimpor Brasil obteve um crescimento de 2,6% em relação aos primeiros seis meses de 1998. A empresa ainda não calculou o impacto da desvalorização do real na consolidação financeira dos resultados do período.
Entre os investimentos em curso, o principal é a ampliação da unidade de Campo Formoso, que vai ganhar uma nova linha de produção, com capacidade de 600 mil toneladas por ano, que deverá estar concluída no fim 2000.
A entrada da Cimpor no mercado brasileiro ocorreu em 1997. Até agora, foram investidos 44 milhões de reais na modernização das unidades de produção.

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