São Paulo, 29 (AE) - O secretário do Grupo de Países Latinoamericanos e do Caribe Exportadores de Açucar, Luiz Eduardo Zedillo, anunciou que os países exportadores não vão aumentar suas produções de açúcar e nem suas exportações, o que impedirá a redução dos preços no mercado internacional da commoditie, hoje ao redor dos R$ 300,00 a tonelada.
Zedillo, irmão presidente Ernesto Zedillo, do Mexico, está participando do Seminário Internacional sobre álcool Combustível em São Paulo, promovido pelo Fundo Comum de Produtos Básicos (CFC), Organização Internacional do Açúcar (OIA) e do Grupo de Países Latinoamericanos e do Caribe Exportadores de Açúcar (Geplacea).
Durante o encontro os participantes de vários países, como México, Cuba, Colômbia, Paraguai e outros países, tomaram conhecimento do estudo Projeto de Promoção de Programas de álcool Carburante, coordenado pela brasileira Laura Tetti, que foi a diretora executiva do projeto, também patrocinado pela CFC OIA e Geplacea.
Tetti disse que "o álcool vai ter uma evolução muito grande a partir de agora e na próxima década. Os países desenvolvidos vão ter necessidade de fazer a mistura carburante, como será obrigatória na California, nos Estados Unidos, a partir do próximo ano; ou ainda na Europa a partir de 2.005. Será preciso ampliar-se a produção para atender a nova demanda. Além disto, o álcool também está chamando a atenção, por um outro fato: a cana de açúcar começa a ser utilizada para gerar energia através da queima de sua palha ou bagaço".
Eduardo Zedillo salientou que "esse viés em que o álcool aparece como um produto nobre na área de energia, como fonte de geração, através do uso do bagaço ou de sua palha, é importante para nós. É um ganho adicional no setor. É importante que o Brasil esteja se movimentando nesse sentido ou outros países também".
O diretor superintendente da Única (União da Agroindustria Canavieira de São Paulo), Luis Carlos Corrêa Carvalho, salientou que "estão avançados os planos para a produção de energia a partir do bagaço e a palha de cana de açúcar no Estado de São Paulo. se poderá gerar pelo menos mais 4 mil megawatts de energia por aqui. O que é algo impressionante. O álcool está sendo redescoberto agora e creio que daqui para a frente se tornará como um produto da maior importância para o Brasil e para o mundo".
Salientou que "hoje no Brasil não temos mais a gasolina nos postos de abastecimento, mas sim o gashol. Um combustível que evita problemas de poluição. Na próxima década, voltaremos a ter um crescimento nas vendas de carros a álcool, que já começa a ocorrer de forma lenta agora".

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