São Paulo, 29 (AE) - Um levantamento realizado pela Fundação Procon-SP em 14 bancos da capital paulista no mês de julho mostra que o consumidor está pagando menos tarifas bancárias. O estudo, que abrange as 43 tarifas mais utilizadas pelos usuários de instituições bancárias, mostrou 15 alterações em relação à pesquisa anterior, realizada no mês de março: 7 reduções de tarifas, 5 novas isenções de cobrança, um novo serviço com nova cobrança e 2 itens com alteração na forma de cobrança.
O HSBC Bamerindus, por exemplo, isentou o seu cliente do pagamento de R$ 14,00 pelo cadastro para abertura de conta corrente comum. O BCN também deixou de cobrar pela contratação do cheque especial, que em março custava R$ 24,10, diz a pesquisa do Procon-SP. O Unibanco alterou a forma de cobrança do depósito em cheques: a partir da 100ª folha de cheque depositada ao mês, será cobrada tarifa de R$ 0,25 por folha.
O Santander, por sua vez, promoveu 10 alterações neste período de comparação. Os talões de cheques 20 folhas, que custavam R$ 5,50 (comum) e R$ 4,50 (especial), foram isentos de cobrança de tarifas. Além disso, o banco reduziu o preço do talão de cheques, da folha do cheque, da transferência entre contas correntes, e da remessa domiciliar. O cheque avulso também teve tarifa reduzida, assim como a referente ao extrato no terminal. No entanto, o Santander passou a oferecer serviços de ordem de pagamento, ao preço de R$ 12,00.
A maior diferença entre as tarifas cobradas pelos bancos chegou a 1500%, e foi constatada no serviço de manutenção do cartão magnético de conta corrente. A Caixa Econômica Federal cobrava R$ 3,00 por esse item, enquanto HSBC, Banespa, Bradesco e BCN chegaram a R$ 48,00. Os bancos que fizeram parte da coleta foram: Banco do Brasil, Banco Bilbao Vizcaya-BBV, Bandeirantes, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil Finasa SP, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.

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