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quarta-feira, 28 de julho de 1999
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto, 29 (AE) - A situação dos postos do abastecimento de combustível em Ribeirão Preto está tranquila, informou o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis. Segundo o diretor do sindicato Antonio das Neves, a situação deve ficar crítica para apenas 45 postos que não são abastecidos pelo pool de Ribeirão Preto e sim pela Refinaria de Paulínia.
Ele explicou que nesses postos, que representam, aproximadamente 30% do total existente no município, os estoques já estão baixos e existem casos em que já foi detectada a falta de gasolina.
Para os demais postos, garantiu Neves, existe combustível suficiente para até segunda-feira. "Se houver bloqueio até lá a situação pode se complicar, mas temos a alternativa de receber combustível por poliduto e por ferrovia, além de existir uma usina de álcool praticamente dentro de Ribeirão Preto", disse.
Segundo ele, os municípios que poderão ser ma is afetados na região são Araraquara, Barretos, Orlândia e cidades vizinhas que vierem a ficar "ilhadas" com o bloqueio.
No momento, existem oito pontos de bloqueio na Rodovia Washington Luís, entre Araraquara e Limeira e outros dez pontos de bloqueio na região de Ribeirão Preto, informou há pouco a Polícia Militar Rodoviária.
Os pontos mais críticos, estão na Via Anhanguera, na altura de Igarapava, divisa de São Paulo com Minas Gerais, Santa Rita do Passa Quatro, no pedágio de Pirassununga e na entrada de Ribeirão, próximo ao Posto do Trevos, onde os motoristas de concentraram e formam filas de até três quilômetros nos dois sentidos da Via Anhanguera. Em todos os pontos, no entanto, há uma pista liberada para a passagem de ônibus intermunicipal e carros de passeio. Segundo Wilson Piccolo Soares, presidente do Sindicato de Transporte de Ribeirão (Sintetrans), disse que cerca de 18 mil motoristas, 85% do total, estão parados na região de Ribeirão Preto. Ele disse que o sindicato está desvinculado da greve, mas "é simpatizante" do protesto. "A situação deve ficar mais crítica nas próximas 48 horas, caso não haja qualquer manifestação do governo no sentido de atendimento das reivindicações", acredita.


