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quarta-feira, 28 de julho de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 29 (AE) - O presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), João Verle, garantiu hoje pela manhã que não tem nenhum "dogma" contra a venda de parte do capital da instituição a um parceiro privado, desde que o controle permaneça nas mãos do Estado. Durante a apresentação do balanço relativo ao primeiro semestre, que registrou lucro líquido de R$ 45,3 milhões, ele afirmou ainda que, "se a legislação permitir, poderemos até nos habilitar para o leilão do Besc (banco estatal de Santa Catarina)".
Verle ressalvou que não há nenhuma discussão fechada em relação aos dois temas. Quanto à abertura a uma parceria privada
ele disse que a diretoria tem apenas duas questões fechadas: "O Banrisul não será privatizado nem poderá dar prejuízo." Fora disso, acrescentou, "discutiremos tudo o que for bom para o banco."
Uma eventual habilitação à compra do Besc, de acordo com o presidente, dependeria de autorização no edital de venda. Recursos para a operação existem. Depois da capitalização do Proes (o programa do governo federal para o saneamento dos sistemas financeiros estaduais), em 1998, o Banrisul conta com um caixa líquido de R$ 2,4 bilhões. Parte deste dinheiro poderia ser usada na aquisição do banco catarinense, constituindo uma forte instituição financeira pública na Região Sul.
Apesar disso, Verle não mantém grandes esperanças quanto à possibilidade da operação. Segundo ele, a "política do governo Fernando Henrique Cardoso e do Fundo Monetário Internacional (FMI) pressiona pela privatização".


