Rio, 02 (AE) - O estudante Marcel Massaro do Amaral, de 15 anos, baleado nas costas na madrugada de segunda-feira em frente a um bar da Cobal do Humaitá, na zona sul do Rio, morreu hoje à tarde, após sofrer uma parada respiratória. Ele estava internado na Clínica Ênio Serra, em Laranjeiras, também na zona sul, desde a manhã de segunda-feira. A Justiça já decretou a prisão preventiva dos gêmeos Fábio e Felipe Norões de Oliveira, de 19 anos, responsabilizados pelos disparos. Os dois continuam desaparecidos.
Hoje pela manhã, policiais da 10ª Delegacia Policial (Botafogo), foram à casa dos gêmeos, também em Botafogo, mas não encontraram ninguém. A identificação dos irmãos se deu por acaso: em seu depoimento à polícia, Bruno Massaro do Amaral, irmão do adolescente morto, disse que um rapaz o procurou para dizer que os culpados pelo crime seriam dois gêmeos que moravam em Botafogo. O delegado da 10ª DP, Eduardo Batista, verificou que já havia um inquérito contra os dois, por furto de automóvel
e descobriu o endereço dos jovens.
Segundo o depoimento dos amigos de Marcel, que também estavam na Cobal na noite de domingo, ele foi baleado porque tentou impedir o assédio de um outro rapaz a sua amiga J., de 17 anos, que estava em seu grupo. "Marcel falou alguma coisa para um rapaz que estava atrás dele, que não gostou do que ouviu e mandou um outro atirar nele", contou uma das testemunhas. Na hora do crime, o estacionamento da Cobal, local onde existem diversos bares e restaurantes, estava cheio de adolescentes por causa de um show de uma banda de pagode.
"A violência entre os jovens não é recente, mas o fato de os garotos agora andarem armados é novo, e agrava muito a situação", disse o pai de Marcel, o comerciante Rodolfo do Amaral Neto. Ele afirmou à polícia que o adolescente nunca foi violento e que agiu somente em defesa de sua amiga. Violência - Os moradores do Humaitá estão assustados com a violência. Em 12 de junho, a cerca de cem metros da Cobal, duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas em uma briga, no dia 12 de junho. Os tiros foram disparados pelo ex-policial militar Valdecir Clementino da Silva, de 39 anos. Morreram no local Francisco Genival de Freitas Bezerra, de 32 anos, e Rubens Santos Pinheiro, 28. Dois fregueses do bar ficaram feridos.

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