Bogotá, 01 (AE-REUTERS) - A Colômbia ofereceu nesta segunda-feira (01) uma recompensa por informações que levem à captura dos paramilitares acusados de assassinar no fim de semana dois ativistas de direitos humanos.
Os assassinatos, os últimos em uma série de atentados paramilitares, levaram organizações de direitos humanos a acusar o governo de fechar os olhos para as atrocidades cometidas por grupos direitistas armados.
O mais temido esquadrão de morte direitista da Colômbia, as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), confirmou nesta segunda-feira que mantinha quatro ativistas dos direitos humanos em cativeiro na cidade de Medellín. O sequestro ocorreu na última quinta-feira.
O ministro colombiano do Interior, Néstor Martínez, afirmou que o país está oferecendo recompensa de 50 milhões de pesos (US$ 31,5 mil) em troca de pistas sólidas que levem aos assassinos de Everardo Puerta e Julio González, ambos do Comitê de Solidariedade com os Presos Políticos (CSPP).
Os dois ativistas foram assassinados, sábado à noite, no noroeste do departamento de Antioquia, quando se dirigiam a Bogotá, onde participariam de um encontro sobre direitos humanos.
Testemunhas disseram que os ativistas foram retirados do ônibus em que viajavam por dois homens e uma mulher, que dispararam contra eles diante dos passageiros, informou a CSPP em um comunicado.
O comitê acrescentou que a contínua presença de grupos paramilitares na zona impossibilitou a familiares e amigos a retirada dos corpos.
Os quatro ativistas sequestrados pelas AUC eram diretores da organização não-governamental (ONG) Instituto de Treinamento Popular, que investiga a violência política.
Funcionários da ONG disseram hoje ter recebido um fax da aliança paramilitar AUC, chefiada por Carlos Casta¤o, no qual era comunicado que os quatro colombianos estavam sendo mantidos como "prisioneiros de guerra".

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