Caracas, 01 (AE-REUTERS) - A posse do novo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, amanhã (02), despertou um grande interesse internacional, como o demonstra o comparecimento de representantes de 61 países para a cerimônia, entre eles 14 chefes de Estado, 2 chefes de governo, o príncipe de Asturias, e membros de organizações internacionais.
Vários dos presidentes compartilham algumas características especiais com seu anfitrião: o peruano Alberto Fujimori que, como Chávez, chegou ao poder como um não político; o boliviano Hugo Banzer, outro militar golpista que foi eleito democraticamente; e o cubano Fidel Castro, com quem divide o caráter populista.
Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil - país que tem uma ampla fronteira com a Venezuela -, não comparecerá à cerimônia de posse por causa da crise econômica nacional.
Chávez, de 44 anos, será um dos mais jovens presidente que seu país já teve em seus 189 anos de história. O carismático tenente- coronel, que passou para a reserva após liderar uma tentativa de golpe em 1992, obteve 57% dos votos nas eleições presidenciais de 6 de dezembro.
Membro de uma coalizão que integra desde o Partido Comunista a grupos centristas, Chávez derrotou agremiações tradicionais como o social-democrata Ação Democrática e o democrata-cristão Copei.
O novo líder enfrentará o dilema de iniciar uma guerra com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ou uma crise de confiança com os grandes investidores do país, acreditam analistas.
Por sua vez, o presidente uruguaio, Julio María Sanguinetti, disse hoje em Caracas que a Venezuela poderá entrar rapidamente ao Mercosul, cujos membros atuais são Uruguai, Brasil, Argentina e Paraguai. "O que aspiramos é uma América integrada e com a Venezuela podemos avançar mais rápido", disse Sanguinetti.

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