Londres, 31 (AE-REUTERS) - Cientistas britânicos descobriram dois novos genes capazes de suprimir tumores malignos que poderão ser usados para tratar melanomas, um tipo de câncer de pele letal.
"Esses genes estão presentes na pele sadia e são capazes de bloquear mutações em células de melanoma", disse Robert Newbold, que realizou a pesquisa na Universidade de Brunel, próximo de Londres.
Newbold descobriu os genes utilizando uma técnica sofisticada em que transfere genes saudáveis em células cancerosas.
"Sabemos que ao colocar esses genes em células cancerosas elas param o crescimento do tumor", informou.
Além desses dois novos genes, o P16 já foi identificado como um fator importante para impedir o câncer de pele.
Os pesquisadores mapearam as porções dos cromossomos 9 e 10 onde os dois novos genes estão localizados. Eles não conhecem o mecanismo de ação desses genes, mas, quando souberem, poderão desenvolver alvos para terapias e medicamentos contra o melanoma.
"Estamos abrindo portas para novas terapias", afirmou Newbold. "Sabemos que esses dois genes estão envolvidos com a transição de tumores benignos para malignos."
O melanoma maligno, o tipo de câncer de pele mais perigoso, é responsável pelo maior número de mortes entre pessoas de 25 a 29 anos. Este tipo de câncer é também o que mais está crescendo no mundo, especialmente em países tropicais, com muito sol.
O excesso de exposição ao sol e aos raios ultra-violeta são considerados os principais fatores de risco. O câncer geralmente começa com uma marca pequena marrom, muitas vezes confundida com uma pinta.
Se o melanoma for diagnosticado a tempo, o mal pode ser curado. No entanto, esse tipo de câncer é muito perigoso pois se espalha muito rapidamente para outras partes do corpo.

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