Curitiba, 01 (AE) - Os funcionários da Philip Morris de Curitiba começaram a semana recebendo uma carta convite para aderir ao Plano de Demissões Voluntárias(PDV) da empresa. Desde dezembro a produção de cigarros está parada e, depois de dar férias coletivas e licença remunerada aos mil funcionários, a fábrica anunciou seu fechamento. A Philip Morris estuda a transferência da fábrica de sucos Tang, que funciona em São Paulo, para as instalações de Curitiba. Até a próxima quinta-feira, os funcionários da fábrica de cigarros deverão decidir sobre a adesão ao PDV, que oferece adicional de 0,2% do salário por ano trabalhado, outro adicional por idade que varia entre 20% a 40%, plano de saúde e seguro de vida por mais seis meses, além de cestas básicas durante esse período. A unidade da Philip Morris em Curitiba exportava 95% de sua produção de cigarros para o Leste Europeu.
Em 1997, exportou U$ 300 milhões. Mas, por causa da crise russa, teve uma redução gradual no volume de exportações desde então. Em outubro do ano passado, a redução atingiu 60% da produção e 800 funcionários foram demitidos. Segundo o gerente de Assuntos Corporativos da empresa, Marcelo Alonso, não há perspectiva de reativação da unidade. Além de atuar na indústria do fumo, a Philip Morris atua na produção de alimentos através da Kraft Lacta Suchard, que possui a Tang.
O grupo chegou a faturar U$ 2 bilhões no ano passado. A fábrica de sucos tem funcionado numa área alugada dentro da Kibom desde que esta foi vendida em 1997. Como o contrato de locação terminou, o uso das instalações de Curitiba seria uma alternativa. Em São Paulo, a Tang tem cerca de 400 funcionários. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Fumo no Paraná considerou o PDV a única alternativa para a situação. Não há estimativas de quantos funcionários vão aderir. Uma reunião já foi marcada entre representantes do sindicato e da empresa, na próxima sexta-feira para avaliar a adesão.

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