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segunda-feira, 01 de fevereiro de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 01 (AE) - As indústrias eletroeletrônicas analisaram hoje a possibilidade de promover reajustes de preços de 15% a 20%, em decorrência da desvalorização cambial, que tem reflexos sobre as importações de componentes. O reajuste só entraria em vigor a partir do momento em que o real se estabilizar em relação ao dólar, disse um empresário do setor.
Os fabricantes de televisores já estimam que a produção do setor chegará este ano a 4,5 milhões de aparelhos, uma queda de 22,42% em relação à produção de 5,8 milhões do ano passado.
Reajuste de preços no momento ainda é impossível, porque as empresas que importam componentes têm indíces de nacionalização variáveis em seus produtos. "No caso de games", disse o presidente da Tec Toy, Lourival Kiçula, "podemos ter ajustes que devem variar entre 16% a 90%, dependendo do produto - um game novo, ainda não lançado, deve ter aumento elevado".
Ele salientou que se espera no setor eletroeletrônico que o real fique em uma variação entre R$ 1,62 a R$ 1,60 em relação a US$ 1 . "Essa ainda é uma variação que está sendo analisada pelo setor". disse.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Eletrodomésticos (Eletros) negou ontem que teria determinado reajustes de até 30% nos preços dos produtos. "Foi apenas uma recomendação, não uma determinação", disse um conselheiro da Eletros, ao explicar que é cedo para se falar em aumento de preços.
O mercado está paralisado no setor eletroeletrônico. As informações na indústria eletroeletrônica são de que os estoques do comércio são baixos e vão necessitar de reposição em breve.
Sharp - Hoje foi negada a venda do controle da Sharp do Brasil para a Sharp japonesa, que já é sua acionista com 25% do controle. O controle é exercido majoritariamente pela Família Machline. O boato da venda da Sharp foi comentado no fim de semana e negado ontem por setores ligados à empresa.


