Brasília, 01 (AE) - O Banco Central informou hoje que o nível das reservas internacionais do Brasil na sexta-feira, dia 29 de janeiro, era de US$ 36,116 bilhões no conceito de liquidez internacional, que conta com os créditos que o País têm a receber a médio e longo prazos. No nível de reservas informadas pelo BC estão os US$ 9,3 bilhões, obtidos no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Segundo o Banco Central, este nível de reservas é o mesmo desde o dia 15 de janeiro, data em que o BC deixou de intervir no mercado de câmbio. Desde então, o BC não tem atuado, sendo a cotação diária do dólar fixada livremente pelos bancos. A divulgação diária do nível das reservas internacionais do País foi anunciada pelo presidente do BC, Francisco Lopes, na sexta-feira passada como forma de tranquilizar o mercado. De acordo com Francisco Lopes mesmo que o BC venha a optar por uma regra de intervenção implícita no mercado de câmbio, os bancos sempre saberão o nível de atuação pelo simples acompanhamento das reservas.
Junto com a divulgação do nível das reservas internacionais, o Banco Central deixou de informar, nesta segunda-feira, o fluxo diário do mercado de câmbio. A desculpa do Banco Central para a medida foi que os registros de fluxos, que vinham sendo negativos, estavam sendo equivocadamente interpretados como perda de reservas internacionais.
Dados parciais obtidos pela AGÒNCIA ESTADO na sexta-feira indicam que o Banco Central deixou de divulgar o fluxo do mercado de câmbio justamente no dia em que ele seria positivo. Pelos dados obtidos junto ao mercado, o fluxo no mercado de câmbio livre (comercial) foi positivo na sexta-feira em US$ 326 milhões.
Esta segunda-feira foi também o primeiro dia de funcionamento da unificação das posições de câmbio dos mercados de taxas livres e de taxas flutuantes dos bancos. Desde hoje os bancos passaram a informar ao BC uma única posição vendida ou comprada nos dois mercados. Como resultado dessa unificação de posições, os bancos também passaram a trabalhar com uma única taxa de câmbio nos dois mercados, livre e flutuante. No Banco do Brasil, por exemplo, a taxa de câmbio para a compra de moeda estrangeira abriu em R$ 1,95, fechando o dia em R$ 1,90. Na venda de moeda estrangeira o Banco do Brasil começou operando a R$ 2,05, sendo de R$ 1,92 a taxa no fechamento do dia. Na média do final da tarde, antes do fechamento, o Banco Central informava, pelo Sisbacen (Sistema de Informações do BC à rede bancária), que a taxa média das operações nas instituições financeiras estava em R$ 1,90 para a compra e R$ 2,00 para a venda.

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