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segunda-feira, 01 de fevereiro de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 01 (AE) - A Volkswagen anunciou hoje um aumento de 3 5% para todos os carros da marca, nacionais e importados. É o quarto reajuste num período de 33 dias. O motivo desta vez é o repasse de custos pelo aumento dos tributos Pis e Cofins, que a partir de hoje passaram de 2,65% para 3,65% sobre o faturamento das empresas. As outras montadoras também devem anunciar novas tabelas. O novo aumento ocorre em meio às negociações das montadoras e dos trabalhadores junto aos governos estadual e federal para que reduzam impostos e favoreçam as vendas de veículos e, consequentemente, a manutenção de empregos.
O Gol Special, o mais barato da marca, está custando, na tabela
R$ 13.072. O modelo foi poupado do primeiro dessa série de aumentos dados pela fábrica, mas seu valor já é 7,8% superior ao de pouco mais de um mês atrás. Já o preço do Santana 2.0, que recebeu todas as majorações, subiu 14,1% nesse período e está hoje em R$ 26.484.
Os concessionários garantem, no entanto, que ainda não repassaram a maior parte desses aumentos ao consumidor, pois continuam dando reajustes médios de 8% nos preços finais dos veículos. No final de dezembro e início de janeiro as montadoras reajustaram os preços em 1,5%, em média, por causa da inclusão de equipamentos que passaram a ser obrigatórios nos veículos, como cintos de segurança de três pontos no banco traseiro.
No início de janeiro, repassaram para as tabelas reajustes que variaram de 1,5% a 5% por conta do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Há duas semanas, anunciaram um novo reajuste de 1,6% a 11%, alegando aumento de custos com peças importadas em decorrência da desvalorização do real.
Ações - Amanhã, um grupo que representa cerca de 60 revendedores e ex-revendedores da Volkswagen se reúnem em São Paulo para discutir, entre outros assuntos, medidas judiciais contra a montadora. Alguns cobram indenizações a que teriam direito quando tiveram seus contratos de revenda suspensos e outros querem alterar a política da empresa com a rede de distribuição.
Segundo um dos organizadores desse grupo, Marcos Vilarinho - que encerrou as atividades de suas duas revendas -, a Justiça de São Paulo tem mais de 200 ações contra a Volkswagen.


