Rio, 01 (AE) - O diretor de Negócios da Telerj, André Tostes, disse hoje que a desvalorização do real invalidou a estimativa da empresa de comprar, com o orçamento deste ano, 30% a mais de equipamentos do que em 1997. O orçamento previsto para este ano é de R$ 868 milhões, segundo a empresa, ou US$ 869,92 milhões, pela cotação de hoje do dólar. O orçamento do ano passado foi de US$ 849 milhões.
Tostes informou que a empresa ainda estuda as consequências precisas da desvalorização nos negócios da empresa. Ele garantiu
no entanto, que o volume de investimentos previsto em reais vai ser mantido. Ele lembrou que 76% destes investimentos são relacionados com metas de prestação de serviços fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "Independente ou não da crise, vamos cumpri-las", afirmou.
Tostes apresentou os números de expansão da empresa que começam a ser divulgados amanhã, durante três semanas, em uma campanha publicitária. De agosto do ano passado a janeiro, a empresa instalou mais 12.325 quilômetros de fibra ótica, 450.172 novas linhas digitais, trocou outras 57 mil linhas analógicas por digitais, entregou 270 mil planos de expansão e instalou 6,7 mil telefones públicos.
Os números correspondem praticamente a todos os investimentos em expansão feitos pela empresa entre 1993 e 1997, ainda sob administração estatal. Neste período, foram instalados 12,1 mil quilômetros de fibras óticas, 272 mil linhas digitais, 212 mil linhas analógicas, 3,6 mil orelhões a cada seis meses e entregues 282.330 planos de expansão.
Segundo Tostes e o publicitário Roberto Medina, da Artplan, responsável pela campanha publicitária, a Telerj optou por uma comunicação com o público que não faça promessas, mas o que já foi feito. O diretor de Negócios lembrou que a meta de entrega de 119 mil planos de expansão até o fim de 1998 não foi cumprida - metade deles por problemas alheios à empresa, como licenças de prefeituras para as obras necessárias e falta de qualificação de empreiteiras que trabalhavam com a operadora. "Levamos um puxão de orelhas da Anatel", afirmou o diretor da Telerj.
A empresa propôs à agência um plano para entrega até março, mas a sua aprovação ainda não foi definida porque, originalmente, a Anatel queria que os telefones fossem colocados à disposição dos consumidores até fevereiro. Tostes garantiu, no entanto, o cumprimento das metas estipuladas este ano, que prevêem a colocação em funcionamento de 700 mil terminais telefônicos e a entrega de 7 mil aparelhos de planos de expansão. Este último objetivo será cumprido, no máximo, até junho, de acordo com ele.
A partir de março, a empresa planeja começar a vender novos serviços para seus clientes. O primeiro vai ser um serviço de comunicação de dados para empresas, que deve ser chamado de "Rio Relay". Também está previsto o lançamento da Rede Digital de Serviço Integrado (RDSI), que vai facilitar o acesso à Internet, e um novo plano de numeração, em julho. O plano vai mudar a forma de discagem, mas fornecer ao consumidor alternativas para fazer ligações interurbanas: pela Telerj, pela Embratel, pela espelho da Embratel ou pela espelho da Telerj.

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