Rio, 01 (AE) - Os sinais de maior movimentação, registrados hoje, nas linhas comerciais de Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) para os exportadores refletem o sentimento de alguns empresários do ramo de que o dólar chegou no teto de negociação e deve dar início a uma trajetória de recuo na cotação, segundo o diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Ele explicou que a pequena melhora no movimento retrata uma procura por dólar no teto, que beneficia quem tem receita em moeda norte-americana, como os exportadores.
Mas este não foi o único motivo da pequena melhora no movimento de ACCs, segundo o José Augusto. Ele lembrou que o movimento do início do mês sempre é mais forte porque os exportadores precisam gerar receita para pagar impostos e salários. O diretor da AEB explicou que as ACCs representam um financiamento, para os exportadores, mais barato do que o custo das taxas de juros cobradas no mercado.
Outro motivo para a melhora no movimento de ACCs, segundo José Augusto, é o fato de fevereiro ser o mês em que começam a ser fechados os câmbios para os embarques futuros de soja. O diretor da AEB lembrou que os embarques de soja são iniciados em março e abril. Operadores de câmbio de alguns bancos destacaram que a forte volatilidade do câmbio, no entanto, deve continuar a inibir a oferta de ACCs e segurar os movimentos das linhas para os exportadores por algum tempo.

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