Brasília, 01 (AE) - O Conselho Interministerial do Açúcar e do álcool (Cima) decidiu hoje reduzir em 65% o subsídio pago aos produtores do álcool hidratado para conseguir recursos destinados à compra do álcool excedente nas usinas, de até 400 milhões de litros. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Bolívar Moura Rocha, disse que hoje entra em vigor o regime de liberação de preços e comercialização do álcool hidratado e de cana-de-açúcar, como estava previsto em portaria do Ministério da Fazenda.
Segundo Moura Rocha, isso não significará a ausência do governo do setor. Além da compra direta dos 400 milhões de litros - pela Petrobrás -, o secretário anunciou o financiamento para retenção de álcool, mas disse que o volume de recursos ainda será estimado, dentro do total de R$ 1,1 bilhão destinado ao Programa do álcool neste ano de 99.
O diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP) Júlio Colombi Neto disse que já está sendo feito um levantamento do álcool estocado nas usinas para a compra do excedente. O governo, segundo Colombi, será muito rigoroso nesse levantamento, fazendo auditoria nas usinas e nas empresas e, se identificar algum desvio, usará o rigor da lei. Os subsídios, que agora passarão a ser pagos diretamente ao produtor, foram reduzidos de R$ 127,00 por metro cúbico para R$ 45,00 por metro cúbico. Esses incentivos são pagos pelo consumidor de gasolina para equiparar os custos de produção da cana-de-açúcar, principalmente no Nordeste.





