Sinduscon, Secovi e Apeop unem-se contra remarcaçäes Por Denise Ramiro
São Paulo, 29 (AE) - Os Sindicatos das Indústrias de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) e da Habitação (Secovi) de São Paulo, a Associação Paulista de Empresas de Obras Públicas (Apeop) e outras entidades da construção paulista e nacional decidiram hoje unir forças para resistir a eventuais remarcaçäes abusivas de preços por parte de fornecedores. O presidente do Sinduscon, Sérgio Porto, disse que a idéia é iniciar uma articulação para acalmar os empresários de toda a cadeia produtiva do setor.
"Vamos pedir calma aos empresários; o momento é de muita responsabilidade por parte dos agentes econômicos; não podemos jogar o Brasil no lixo", disse Porto.
Segundo o presidente do Sinduscon, a construção civil está disposta a não repassar eventuais aumentos de preços aos contratos em andamento. "Vamos honrar o compromisso assumido de manter preços, entregar as obras e manter empregos", garante Porto. O Sinduscon está recebendo desde hoje informaçäes de associados sobre pressäes de preços por parte dos fornecedores. O sindicato está investigando possíveis aumentos que estariam sendo praticados por fabricantes e comerciantes de alumínio, aço
tintas, derivados de cobre, PVC e vidro, entre outros Ötens. "Estamos recomendando muita cautela aos associados e pedindo aos fornecedores que não se precipitem", disse Porto. Na opinião dele, esse período de turbulência vai passar e a moeda deve estabilizar-se em poucos dias.
O Sinduscon e as demais entidades que se uniram contra os reajustes decidiram priorizar o diálogo com os fornecedores num primeiro momento. Entretanto, ao lado disso, informou Porto, o Sinduscon está em linha direta com o Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em conversa que teve hoje com empresários do setor cimenteiro, Porto disse que o segmento está disposto a segurar os preços até o real encontrar o ponto de equilíbrio. "Buscaremos o diálogo à exaustão", afirmou Porto.





