Governo nega calote e confisco de poupança
Brasília, 29 (AE) - O porta-voz da Presidência, Georges Lamaziére, disse hoje que o governo vai desmentir notícias de feriado bancário, confisco de poupança, calote na dívida interna ou qualquer tipo de pacote quantas vezes for necessário. O dia hoje foi tenso em Brasília, com o governo tentando apagar cada foco de incêncio que surgia. Todas as tentativas, no entanto, foram frustradas. A previsão de que o período de instabilidade amenizaria no início da semana que vem foi adiada para o próximo
A primeira manifestação, tentando acalmar o mercado, foi do próprio presidente Fernando Henrique, em São Paulo, no final da manhã, depois de participar da inauguração do parque televisivo da TV Globo. Como o dólar continuou subindo e os boatos não cessaram, o presidente determinou ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, que convocasse a imprensa para novas declaraçäes.
Também não foi suficiente e o porta-voz , em uma terceira tentativa, foi convocado a desmentir novamente os boatos. Antes das 17 horas, o presidente já havia decidido que falaria à imprensa na chegada ao Palácio dos Bandeirantes, onde foi visitar o governador Mário Covas. Outra movimentação para acalmar o mercado foi a determinação para o Banco Central passar a divulgar diariamente as suas reservas.
O próprio presidente descartou, no meio da tarde, a possibilidade de fazer um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, como muitos auxiliares pregavam. O presidente não considerava oportuno convocar cadeia de rádio e televisão para conter boatos. Por isso, optou pela fórmula, já utilizada outras vezes, de fazer um "pronunciamento" à imprensa.





