Paris, 29 (AE-DOW JONES) - O impacto negativo da crise brasileira no crescimento das economias européias será menor do que no dos EUA, afirmou a economista Marie Owens Thomsen, da Merrill Lynch. A declaração foi feita durante uma conferência sobre a perspectiva dos mercados de bônus e de câmbio para 1999, em Paris.
Thomsen ressalvou que "os riscos não são desprezíveis". Para ela, um novo aprofundamento da crise brasileira vai reduzir o crescimento do PIB agregado dos 11 países da zona do euro em 0,25 ponto porcentual, no máximo. A economista prevê que o crescimento do PIB desses países deverá ser de 1,9% este ano, de 2,9% em 1998.
Ela observou que os bancos europeus estão significativamente mais expostos na América Latina do que os EUA. O total de créditos em aberto dos bancos dos 11 países do euro na região estaria em US$ 140,7 bilhäes, para US$ 64,2 bilhäes dos bancos norte-americanos.





