Brasília, 29 (AE) - Esta é a quinta e última parte da exposição do ministro da Fazenda, Pedro Malan, em entrevista coletiva no Ministério: "...É com base na percepção de que há uma avaliação totalmente equivocada daqueles que acham que o Brasil é vítima de eventos externos fora de seu controle. Na verdade nós somos vítimas das nossas açäes, omissäes, legados do passado, e das açäes que tomaremos no futuro. Eu quero lhes assegurar que o governo haverá de fazer a sua parte através da utilização de políticas monetária, fiscal, regulatória, nas várias áreas em que atua, para assegurar o não retorno da aceleração inflacionária, assegurar a continuidade da criação das condiçäes de retomada do crescimento sustentado da economia brasileira, com a perspectiva de tempo apropriada, que não são os próximos meses, mas são os próximos anos, que nós continuaremos preocupados fundamentalmente com a redução das nossas vulnerabilidades reais ou percebidas que justificam parte da situação que atravessamos quando mudou o contexto internacional depois da crise asiática, em particular depois da moratória russa, e os problemas do sistema financeiros internacional que se seguiram após a moratória russa. Este era, e continuará sendo, o grande objetivo do governo, e eu queria conluir aqui exatamente , de novo, dizendo que momentos como este são momentos de manter a firmeza , tranquilidade , serenidade, sangue-frio, e principalmente a firmeza de propósito em adotar as medidas que se façam necessárias para preservar os ganhos que beneficiaram a esmagadora maioria da população brasileira ao longo dos últimos quatro anos, com estabilidade do poder de compra da moeda nacional , que é a estabilidade do poder aquisitivo do salário do trabalhador brasileiro . Eu queria chamar a atenção para o elemento que é a expressão dessa confiança que vem de fora, não vem de dentro.
No mês de janeiro , apesar de todas as turbulências e incertezas, o volume de investimento direto na economia brasileira , até o dia 26 de janeiro, havia alcançado mais de US$ 930 milhäes. Isso são decisäes que estão sendo tomadas por pessoas que olham o futuro do Brasil, com a confiança que eu também gostaria de expressar aqui.São decisäes que estão sendo tomadas, não olhando as cotaçäes do dia, ou as incertezas das próximas semanas, são decisäes que estão sendo tomadas olhando anos à frente, pensando já no século XXI. É com os olhos postos nesse futuro, e com a expressão de confiança nesse futuro, e na nossa capacidade de nos movermos na direção correta para materializar as enormes potencialidades da economia brasileira, é que eu gostaria de concluir esta breve intervenção. Muito obrigado a todos pela atenção." (Fim)

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